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Governo Provincial de Benguela · Iniciativa Estratégica

Construir o Sonho:
terra legal, cidades planeadas e habitação digna.

O Projeto Provincial de Autoconstrução Dirigida que une o Estado, o setor privado e as famílias benguelenses para transformar o acesso ao solo urbano nos 23 municípios da Província de Benguela.

Regulamento · Capítulos I e II

Sobre o Programa

O “Construir o Sonho” é um programa de natureza pública, social e estratégica, enquadrado nas políticas nacionais de habitação, urbanismo e ordenamento do território. O seu objetivo geral é reduzir o défice habitacional na Província de Benguela.

Acesso legal à terra

Cada lote é atribuído em regime de Direito de Superfície / Concessão de Terreno Urbano, nos termos da Lei de Terras, com registo predial e título de concessão.

Autoconstrução responsável

O beneficiário constrói a sua casa ao seu ritmo, cumprindo as normas urbanísticas e ambientais e o plano de loteamento aprovado.

Cidades ordenadas

Reduzir a informalidade urbana, estimular a construção civil e promover o ordenamento do território, com água, energia, saneamento e acessos.

Princípio

Legalidade

Princípio

Transparência

Princípio

Equidade social

Princípio

Planeamento urbano

Governo Provincial de Benguela · Visão Estratégica

Um novo paradigma para o crescimento urbano em Benguela

Lançado oficialmente pelo Governo Provincial de Benguela, o projeto de autoconstrução dirigida surge para responder de forma estruturada à procura habitacional e pôr fim ao crescimento urbano desordenado.

Sob a direção superior do Governador Provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, e com coordenação operacional da Equipa Técnica liderada pelo Vice-Governador para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, o programa materializa o compromisso do Executivo em garantir que o crescimento das nossas cidades ocorra com planeamento prévio, segurança jurídica e dignidade humana.

Durante décadas, a expansão periférica sem arruamentos nem redes técnicas dificultou a chegada de serviços essenciais às populações e gerou conflitos fundiários. O «Construir o Sonho» inverte esta lógica: primeiro o Estado planeia, delimita as reservas fundiárias, estrutura as Unidades Técnicas Operacionais (UTOP) e mobiliza parceiros para infraestruturar o terreno; em seguida, atribui os lotes de forma transparente através de plataforma digital e atendimento municipal.

Mais do que entregar parcelas de terra, o programa cria novas centralidades e bairros planeados — dotados de reservas para equipamentos sociais, escolas, unidades sanitárias, zonas verdes e eixos viários — estimulando simultaneamente a indústria local de materiais de construção e a geração de emprego para jovens e empreiteiros em toda a província.

Transparência e igualdade de oportunidades: Todas as fases — desde o aviso de abertura por município até à verificação administrativa, publicação de listas provisórias e definitivas e despacho de atribuição — obedecem a critérios públicos auditáveis, prevenindo a especulação imobiliária e protegendo as famílias que efetivamente necessitam de habitação própria.
«Queremos que cada família benguelense possa erguer a sua moradia num lote legalizado, com ruas traçadas, água, luz e título de direito de superfície na mão — construindo não apenas uma casa, mas cidades mais humanas, seguras e ordenadas para as próximas gerações.»
Governo Provincial de Benguela Diretriz Estratégica do Programa Provincial de Autoconstrução Dirigida
Equipa técnica de topografia a demarcar lotes no terreno
Demarcação técnica e levantamento topográfico rigoroso pelo INOTU e administrações municipais.
Família a consultar a planta do loteamento
Acompanhamento próximo às famílias, jovens casais e cidadãos na escolha consciente do seu lote.
Arquitetura Operacional · Sinergia Institucional

Como se articula o modelo tripartido

O sucesso do programa assenta na repartição clara de responsabilidades entre o Estado, o setor empresarial privado e os cidadãos beneficiários.

1

O Estado planeia e legaliza

O Governo Provincial, o INOTU e as 23 Administrações Municipais identificam as reservas fundiárias, elaboram os planos urbanísticos de loteamento e asseguram a titularidade plena.

  • Demarcação geométrica de quadras, vias e UTOPs
  • Emissão do Contrato de Concessão e Direito de Superfície
  • Registo predial e segurança jurídica contra litígios
  • Fiscalização do cumprimento dos prazos e normas
2

O Setor Privado infraestrutura

Em regime de contraprestação, empresas parceiras do setor da construção e urbanismo participam na preparação técnica das áreas antes e durante a ocupação habitacional.

  • Abertura, terraplanagem e pavimentação de acessos viários
  • Instalação de redes de abastecimento de água potável
  • Redes de energia elétrica, postos de transformação e iluminação
  • Drenagem pluvial, saneamento básico e arranjos de zonas verdes
3

O Cidadão constrói o seu sonho

Com o lote legalizado e demarcado, cada família edifica a sua habitação de acordo com a sua capacidade financeira, respeitando o alinhamento e a estética urbana.

  • Escolha entre tipologias de 300 m², 600 m² ou 1.000 m²
  • Compromisso de início de obra no prazo máximo de 12 meses
  • Apoio de projetos-tipo ou submissão de projeto próprio aprovado
  • Proibição estrita de abandono ou especulação imobiliária
Viabilidade Financeira e Desburocratização

Crédito habitacional e Guiché Único de Atendimento

Para que o acesso à terra se traduza em casas efetivamente construídas, o programa integra mecanismos financeiros e administrativos modernos.

Aviso n.º 09/24 do Banco Nacional de Angola

Acesso ao crédito bancário com garantia real

Um dos maiores entraves históricos à autoconstrução em Angola era a falta de títulos formais que os bancos aceitassem como garantia. No programa «Construir o Sonho», a atribuição legal do lote em regime de Direito de Superfície permite que o beneficiário apresente o seu título junto da banca comercial.

  • Enquadramento direto nas linhas de crédito à habitação e autoconstrução reguladas pelo Aviso n.º 09/24 do BNA
  • Possibilidade de combinar recursos próprios da família com financiamento bancário faseado
  • Taxas administrativas públicas acessíveis (500 Kz/m²), preservando a poupança familiar para a compra de materiais e mão de obra
Articulação Interinstitucional

Guiché Único e decisão informada

A governação do programa aproxima os serviços públicos do cidadão através de um fluxo integrado entre a plataforma digital e as Administrações Municipais:

  • Conhecer antes de escolher: Antes de submeter a candidatura, o cidadão visualiza no portal as plantas 3D, a localização por satélite, as UTOPs e a ficha técnica de cada urbanização — evitando decisões precipitadas
  • Celeridade documental: Articulação entre serviços municipais, urbanismo, cadastro (IGCA/INOTU), conservatórias e administração fiscal para emissão célere dos títulos
  • Atendimento inclusivo: Quem não dispõe de acesso à internet pode realizar todo o processo presencialmente no balcão da sua Administração Municipal
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